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Um abaixo-assinado e uma petição para impedir “Museu Salazar”

Uma petição pública lançada há três dias já conta com mais de 6900 assinaturas. Ex-presos políticos tinham feito abaixo- assinado.

Daniel Rocha

Já são duas as iniciativas que estão em marcha para travar a existência de um “Museu Salazar” na terra natal do ditador, Santa Comba Dão. Depois de mais de 200 presos-políticos terem feito um abaixo-assinado contra a criação do museu, várias personalidades decidiram fazer uma petição pública a pedir a intervenção do Governo neste assunto.

À hora deste artigo, 19h, a petição online, promovida por personalidades como Carvalho da Silva, Maria Teresa Horta, Margarida Tengarrinha, José Barata Moura ou Pedro Adão e Silva, contava já com mais de 6950 assinaturas.

No texto, os subscritores “manifestam, em nome próprio e no da memória de milhares de vítimas do regime - de que Salazar foi principal mentor e responsável - o mais veemente repúdio pela criação do Museu de Salazar”.

Quem assina a petição “Museu de Salazar, não!” pede por este intermédio a intervenção do Governo “no sentido de impedir a concretização de um tal projecto que, longe de visar esclarecer a população e sobretudo as jovens gerações, se prefigura como um instrumento ao serviço do branqueamento do regime fascista (1926-1974) e um centro de romagem para os saudosistas do regime derrubado com o 25 de Abril”.

Já é a segunda iniciativa criada contra o museu anunciado pelo presidente da Câmara de Santa Comba Dão, Leonel Gouveia, do PS. A primeira, um abaixo-assinado de mais de 200 ex-presos políticos, tinha o mesmo texto, agora transformado em petição.